sábado, 23 de outubro de 2010

O VEGETARIANISMO

Olá! Cá estou eu de novo, após tanto tempo sem postar...

Há pouco mais de um mês, tomei uma decisão que considero importante e que vale a pena ser reportada aqui: Eu virei vegetariano!

“Oh meu deus, por quê?” você me pergunta. E eu vos respondo...

Nunca fui muito fã de carne – o que talvez tenha sido um facilitador para esta grande mudança em minha vida – e sempre que era preciso comê-la, dava preferência às carnes brancas como o “peito de peru” ou sei lá.

Nunca entendi o porquê de termos peixes belos e coloridos de estimação em aquários na sala de estar e na cozinha peixes, nem tão belos assim, fritando em uma frigideira. Cheguei também a me questionar por que damos tanto carinho a cães e comemos as vacas, se o cachorro é comida na China e a vaca é sagrada na Índia...

Como pode? Ao fazer estas e outras perguntas semelhantes á pessoas proximas, em geral carnívoras, percebi que as respostas para todas estas questões, tão complexas para mim, eram muito obvias e claras para todos, tanto quanto a resposta para 2+2...

São diversos os argumentos, mas, em geral, os principais fatores, presentes em quase todas as respostas, são: Sabor, Costume e Necessidade.

Tudo isso foi me deixando um tanto quanto intrigado, pois parecia, para mim, um beco sem saída, já que todos gostam, estamos acostumados e é necessário para que sobrevivamos.

Senti-me então, integrante de uma multidão que tem apenas um caminho para trilhar e que segue com o lema “matar para viver”.

Mas...

1. Será que só a carne é gostosa o suficiente para ocupar lugar definitivo em nossas mesas de jantar?

2. Será que o costume de comer carne está tão enraizado em nossa cultura que é insubstituível? É como uma droga? É viciante?

3. Será que necessitamos mesmo da carne para viver? Como será que os vegetarianos sobrevivem então? (...)

Estas, entre outras questões, foram me desviando para esta nova filosofia de vida: o vegetarianismo.

Não foi, porém, apenas por isso que resolvi mudar...

Meu pai não mora comigo, mas, sempre que possível, vem à minha casa ou nos encontramos para almoçar ou mesmo para passear.

Sempre soube que meu pai era vegetariano, porém nunca tivemos uma conversa aprofundada do assunto. Acontece que, alguns dias após meu aniversário, encontrei-me com ele para um almoço de comemoração dos meus 17 anos de idade e no caminho ele, estranhamente, virou-se para mim e disse:


- Vou te falar uma coisa sobre o restaurante que estou te levando. Mas seja sincero, pois podemos ir a outro lugar se você quiser, sem problemas!

Balancei a cabeça, com certo receio, e ele continuou...

- Eu frequento este restaurante há 20 anos e os seus diferenciais são, com certeza, além da comida maravilhosa e salutar, o ambiente e seus frequentadores. Nele, enquanto nos deliciamos com a comida, olhamos a nossa volta vemos um ambiente claro e arejado, e cheio de gente. São jovens, velhos, homens e mulheres dos mais diferentes tribos e estilos, porém com uma característica principal em comum: a saúde! Saúde esta que é facilmente percebida e invejável (no melhor sentido da palavra) por quem os vê. Percebe-se que eles não só são saudáveis como transmitem esta energia inspiradora de forma inexplicável. Esta saúde aparente que digo tem a ver com estilo de vida, rotina, exercícios e principalmente a alimentação! É um restaurante totalmente vegetariano e eu gostaria de te levar lá, mas, se você não quiser, sem problemas hein!?

- Claro, sem problemas! Eu nunca fui a um mesmo! – respondi.

Achei que meu pai exagerava em suas palavras quando dizia que era um ambiente “inspirador”, mas chegando lá, logo vi que não! O restaurante tinha as paredes brancas e janelas grandes, por onde entrava bastante ar e claridade.

Não era exatamente o horário de almoço, mas o salão estava cheio. Todos nas mesas comiam e conversavam alegremente...

Era um ambiente bastante harmonioso!

Ali então fiz minha primeira refeição realmente saudável de muitas que estão por vir. Claro que não foi deliciosa, afinal, não estava e ainda não estou acostumado com este tipo de alimentação. Sem contar que era a primeira vez que comia boa parte do que estava em meu prato.

Decisivo para mim neste dia, no entanto, foi ver aquelas pessoas, principalmente os idosos, tão bonitos e tão vivos, beirando os 300 anos... Desejei aquilo para mim! Desejei chegar naquela idade com aquele vigor! Desejei uma vida saudável, uma vida feliz! E por isso, mudei totalmente meus hábitos alimentares e tenho certeza de que fiz a escolha certa!

O ser humano não precisa de carne para sobreviver. Este hábito surgiu há muito tempo, da necessidade de se alimentar. Assim como ocorre hoje com pessoas necessitadas no continente Africano, pessoas que comem barro para não morrerem de fome. Acredito que hoje, com tanta tecnologia e tantos recursos, podemos facilmente arrumar outras formas de nos alimentar, vestir, proteger, divertir e etc. sem que seja preciso matar ou escravizar outro ser vivo que sangre ou respire, assim com nós.

É um esforço simples que vale a pena, afinal, tudo é uma mera questão de costume! Não é?

E ao contrário do que dizem a dieta vegetariana:

1. Não te deixa mais fraco! Alguns dos animais mais fortes são vegetarianos ( Gorila, Elefante, Touro...)
2. Também não te deixa intelectualmente inferior! Alguns dos seres humanos mais inteligentes foram vegetarianos (Platão, Leonardo Da Vinci, Albert Eistein...)

3. Contém todos os componentes necessários para o nosso corpo inclusive os provenientes da carne, que é substituível pela soja.

Temos diversos outros fatores que contribuem para as nossas conclusões sobre os hábitos alimentares errôneos do ser humano, como as questões fisiológicas, mas estas, caro leitor anônimo da internet que teve paciência de ler este texto enorme até aqui, deixarei que tire suas próprias conclusões através do vídeo abaixo. E espero que você assim como eu, mude seu modo de ver a vida e faça pequenas mudanças que trarão grandes alívios no futuro...

domingo, 29 de agosto de 2010

O Pão

Após quatro meses sem postar, resolvi, finalmente, sentar-me em frente ao computador e redigir sobre algo diferente que tenha ocorrido em minha vida e que me fez refletir, assim como o fiz no texto anterior.
Porém, na verdade, não havia presenciado nada tão absurdo como uma briga dentro de um trem, ou algo que o valha. E, portanto refleti sobre situação nenhuma! Logo entenderão o porquê do título...

Meu aniversário está próximo, daqui a poucos minutos – amanhã, 30/08 – e eu ganhei de minha mãe uma torradeira, daquelas que você coloca o pão e passados três minutinhos o pão pula.
Desde então meu café da manhã é à base de torradas e leite, suco, ou café.
Acontece que um dia destes, há três dias para ser mais preciso, durante meu café da manhã, entre mordidas e mordidas em uma deliciosa torrada, pensei:
- O fato de não ocorrer algo ruim, como uma briga, em minha vida deveria ser louvado. Todavia sobre o que eu escreveria em meu blog, se não sobre algo incomum?
Foi quando percebi, que não era necessário algo incomum ocorrer para que eu refletisse. E, assim como René Descartes (31/03/1596 - 11/02/1650) autor da frase: “Penso, logo existo”, elaborei minha própria adaptação para a frase: “Vivo, logo devo pensar”,uma vez que para pensar basta estar vivo e, é claro, em condições pensantes. E então comecei a pensar novamente. Olhei para a torrade e pensei:
- Nossa, o pão! Serve para tantas coisas. Que outro alimento eu comeria assim, queimado, e acharia uma delícia!? Pão quentinho, pão na chapa, pão amanhecido, pão com manteiga, pão com ovo, pão com pão, pão com vinho (rabanada), pudim de pão, etc. etc. e etc.

Decidi que falaria sobre o pão. Esse pão nosso substancial de cada dia, pão duro que nos pedem à porta de casa...
Presente em nosso cotidiano a tanto tempo, que as vezes se torna até imperceptível sua presença diária, porém indispensável.

Segundo o wikipédia:
O pão é um produto alimentício resultado do cozimento de farinha com água e sal de cozinha. O pão foi produzido pela primeira vez há 6000 anos... juntamente com o cultivo do trigo, na região da Mesopotâmia, onde atualmente está situado o Iraque.

O pão é, para mim, com certeza um alimento sagrado, independentemente de religião.
No livro O guia do mochileiro das galáxias de Douglas Adams diz: “A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar...”.
E aí vai mais uma adaptação, que pode ser levada como uma conclusão simplificada da idéia que eu tinha em mente: “O pão é um dos alimentos mais úteis...”. Pois ele é extremamente versátil e não há hora especifica para se comer, pode-se comer pão de manhã, de tarde, de noite, em casa, na rua, etc., além de ser barato. Apesar de que, hoje em dia está um tanto caro... Lembro-me quando o pãozinho custava, apenas, 10 centavos. Bons tempos!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A COMUNICAÇÃO

Ultimamente tenho feito muitas observações sobre as coisas a minha volta, o tempo, as transformações, os ambientes e principalmente as pessoas.
Com essas observações tento entender as questões básicas da vida, uma delas são as relações interpessoais (todo contato entre duas ou mais pessoas).

A comunicação interpessoal é extremamente importante seja ela verbal, não-verbal ou mediada. Sabendo disso, levando em consideração que ninguém consegue viver sozinho e que de fato precisamos nos relacionar para viver, por que as pessoas tem tantas dificuldades em estabelecer relações sadias, verdadeiras, ou ao menos respeitosas?

Um dia desses, na estação de trens, por volta de umas 6:30 da manhã, indo à escola, me deparei com uma situação um tanto curiosa; um senhor que aparentava ter uns 50 anos tentava desesperado desembarcar do trem (lotado), enquanto três pessoas – dois homens e uma mulher – tentavam embarcar. Foi tudo muito rápido, pisquei os olhos, e quando vi o senhor que tentava descer e um dos homens que tentava entrar estavam trocando socos e xingamentos cercados de guardas que tentavam separar! Foi uma cena chocante.

Como pode? O que aconteceu? Os passageiros do trem que não facilitaram a descida do senhor? Os usuários que tentavam embarcar que não se importaram se todos desceram? O senhor que vacilou? Ou houve falta de comunicação?

Para mim, todos agiram de forma incorreta, mas a falta de comunicação foi primordial para este grande mal entendido! O senhor que não soube se comunicar corretamente não deixando claro que iria desembarcar tanto para os que já estavam dentro do trem, como aos que estavam fora.
Se ele tivesse deixado claro que iria descer, já teria aberto caminho até que chegasse às portas, as pessoas que estavam de fora teriam visto que tinha gente pra descer, e provavelmente nada disso teria acontecido.
Ora! Qual a vantagem de não deixar o senhor desembarcar? Quanto mais pessoas descerem, mais espaço vago no trem, não é? Então por que não comunicar (facilitar)? Por que não utilizar de recursos tão maravilhosos como a fala? Pouparia tempo, estresse e alguns dentes!